Naquela tarde o vento que soprava me levava junto aos seus cabelos pra onde ecoava sua risada esvoaçante quase perco o caminho de volta infelizmente me achei.
todos são algozes consigo mesmo ou pelo menos deveria ser em algum momento como aquele que executa a si mesmo te mata mas não te mantém estático e o estatismo não leva a lugar algum por mais cruel que possa ser a verdadeira crueldade é lutar contra o verdadeiro cansaço é nadar contra corrente mas só se deixar levar não garante descanso mas o próprio descaso consigo abandonado antes mesmo de ser deixado pra trás não enfrentar as situações que despertam nervosismo assim como a ausência de preocupações não garante tranquilidade.
Trem II Em alto mar, vejo-me aflito. Sua demora me segura pelo pescoço, onde corre o suor frio que reflete estrelas. Esqueço de tudo quando chegas, parece que já esperava por esse momento papos clichê, taças de champanhe e musicas, via-me nascendo naquele instante. Vida aflorou, pois só vivi aquilo e nada mais e foi na praça depois do jantar que ouvi o trem. O silêncio aumentou, a conversa se calou e as estrelas mudaram sua feição em segundos. Abri minha boca para contar o que acontecera e a cena final daquela noite foi os olhos dela se enchendo de lágrimas.
o que estar presente muda presente é integração não só do passado mas com o que se passa ao redor e perceber seu redor é se deparar com cenas e capturá-las com atenção em toda sua simplicidade todas as singularidades que as compõem. há quem diga que é banal mas jamais podemos dizer que não são justamente tais cenas que formam a vida que só no agora acontece.
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